domingo, 10 de janeiro de 2016

 VAMOS REVER O TEXTO DRAMÁTICO

“A prima do Anacleto”

Posted by Manuela DLRamos em Março 20, 2015

Um texto de António Torrado e Maria Alberta Meneres do livro Hoje há palhaços (1ª ed. 1977)
primanacleto
«Os dois palhaços Emilinho e Anacleto divertem-se em todas as estações, mas, quando os dias começam a ficar mais risonhos, eles são os primeiros a dar por isso. Talvez seja a borboleta do Anacleto, que é uma espécie de antena muito sensível a certas ondas que andam no ar, a certos perfumes… Talvez seja o chapéu alto do Emilinho, que é uma espécie de caixa de rufo, aonde todos os sons, espalhados pelo ar, chegam com mais força e batem com mais alegria… Talvez seja de tudo isto ou de nada disto…o melhor será saber o que dizem.Do lado de fora de um jardim para toda a gente:
Anacleto – Tu não estás a ouvir as pessoas a chegar, Emilinho?
Emilinho – (de ouvidos à escuta) Sim, parece que sim… Pelos passos parece uma pessoa.
Anacleto – (também de ouvido à escuta) Talvez seja! Talvez seja! E trata-se de uma pessoa muito especial; passinho à frente do outro, mais outro passinho à frente, ainda outro…
Emilinho – Aproxima-se…
Anacleto – Pois é. Vem para este lado e, pela maneira de andar, tenho quase a certeza de que são os passinhos da minha prima.
Emilinho – Afinal já descobriste se vem só ou acompanhada?
Anacleto – Se é a minha prima, vem acompanhada. Um passinho que dá, e rompe uma ervinha!Um sopro que só ela sabe, e nasce um passarinho no ar.
Emilinho – Não conheço a tua prima.
Anacleto – Conheces, sim. Toda agente a conhece. Muitas vezes não reparamos. Na cidade, principalmente, quase não damos por ela. Mas é preciso ouvir-lhe os passinhos e ver por onde ela andou.
Emilinho – Gostava muito de conhecer a tua prima.
Anacleto – Não custa nada. Nas bermas da rua, entre duas pedrinhas, uma erva põe-se em bicos de pé e diz: “Cá estou! Sou eu, olhem para mim”. Numa árvore, de um tronco torcido, rompe uma hastezinha muito fininha, donde estala uma flor que se põe a gritar, toda, toda às cores: “Estou aqui! Olhem, não passem sem me ver… Nasci agora, agora mesmo.”
Emilinho – E a tua prima que tem a ver com isso?
Anacleto – Ela é que sabe! Ela é que sabe!
Emilinho – Como se chama a tua prima?
Anacleto – Vera! Chama-se Vera. Prima Vera, prima Vera. É a Primavera. Vem todos os anos, por esta altura. Se queres vê-la, anda daí. Vamos ter com ela ao jardim.» (fonte)

MODIFICADOR do GRUPO VERBAL 
MODIFICADOR da FRASE
https://docs.google.com/presentation/d/1YtYFHtLtSmPhngJYDYiO_OVEcyf-5i0SlDEWTlCgrUY/present?pli=1&ueb=true&slide=id.p14

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Frank Sinatra - Christmas Songs (full album)

A Lenda das Renas do Pai Natal
O mito das Renas do Pai Natal foi criado na Europa do séc. XIX, a partir do costume de nos países como o Canadá (Norte), Alasca, Rússia, Escandinávia e Islândia, as pessoas se deslocarem na neve, usando um trenó puxado por renas.
Porém, as renas do Pai Natal são especiais pois, apesar de serem semelhantes às renas que existem nesses países, são as únicas renas que conseguem voar, de modo a que o Pai Natal possa entregar os presentes no dia certo e sem atrasos a todas as crianças do mundo inteiro.
Na tradição Anglo-saxónica original só existem oito renas, número habitualmente utilizado para puxar os trenós tradicionais. Os seus nomes são: Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donner e Blitzen ou em português, Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago. A rena Rudolph ou Rodolfo, que acabou por ser a mais conhecida, só mais tarde integrou o grupo (1939).
Conta-se que o Pai Natal ao chegar a uma das casas para entregar os presentes, encontrou por acaso a rena Rodolfo, que era diferente das suas outras renas pois tinha um nariz vermelho e luminoso. Como nessa noite o nevoeiro era muito intenso, o Pai Natal pediu a Rodolfo que se juntasse a ele e liderasse as suas renas de modo a que não se perdessem pelo caminho. A partir daí, Rodolfo passou a ser a rena que guia o trenó do Pai Natal todos os Natais.