quarta-feira, 14 de outubro de 2015

O ROUXINOL e o IMPERADOR
rouxinol-e-o-Imperador
Era uma vez um imperador da China que vivia num palácio maravilhoso. O palácio tinha um lindo jardim que se estendia até ao mar. Havia quem dissesse que era a coisa mais bela do Mundo! As suas flores mais bonitas tinham campainhas de prata que tilintavam a cada brisa que passava.
Naquele jardim vivia um rouxinol que tinha uma voz bonita e doce. Quem o ouvia, parava e dizia: “Que canto maravilhoso!”
Mas o imperador da China não o conhecia…
Um dia, ao desfolhar um livro, leu estas palavras:
“No magnífico jardim do palácio do imperador da China vive um rouxinol de canto belo e suave.”
“Que significa isso?” O imperador chamou imediatamente o seu primeiro mordomo. “Dizem que aqui existe um pássaro maravilhoso chamado rouxinol e garantem que é o que de melhor existe no reino! Como é que eu não o conheço?” gritou o imperador. “Quero-o aqui hoje mesmo!”, ordenou. “Se não o trouxeres para o palácio até ao cair da noite, serás chicoteado!”
Cheio de medo, o primeiro mordomo meteu os pés ao caminho, mas o jardim era enorme e o pobre homem não sabia onde o procurar.
Por sorte, a ajudante de cozinha, vendo-o desesperado, decidiu ajudá-lo. “Eu sei onde está”, disse-lhe, e guiou-o até ao ninho do rouxinol.
“Que voz maravilhosa!”, exclamou o mordomo, quando ouviu o pássaro. “Gentil rouxinol, de doce canto”, disse-lhe, “esta noite foste convidado para o palácio. O imperador deseja ouvir-te cantar.”
“O meu canto soa melhor entre as árvores”, disse o rouxinol, mas acabou por aceitar o convite.
Cantou tão bem que o soberano ficou emocionado e chorou. O imperador decidiu, então, mandar construir uma gaiola de ouro para que o rouxinol ficasse na sua companhia.
O pássaro preferia viver em liberdade, mas como era bom, cantava de boa vontade para o seu imperador.
Um dia, porém, chegou um grande embrulho do Japão: era um presente para o imperador.
O imperador abriu o embrulho e, ao contrário do que tinha pensado, não era um livro, mas um rouxinol de ouro e pedras preciosas. Bastava dar-lhe corda que o rouxinol mecânico cantava com uma voz suave como a do rouxinol verdadeiro.
“Que maravilha!”, exclamou o imperador. “Que maravilha!”, repetiram todos. A partir de então, ninguém mais quis saber do rouxinol verdadeiro.
Mas um dia, no meio de uma festa, o rouxinol de ouro fez: “PLoc!”, e não cantou mais! Tinha-se estragado.
O imperador caiu na cama doente de desgosto e todos pensavam que ele ia morrer.
Quando o rouxinol verdadeiro soube, bom como era, voou imediatamente para o palácio e cantou para o imperador. Aquela música maravilhosa e mágica curou-o. “Fui muito estúpido e ingrato, desculpa!”, disse, baixinho, o imperador.
A partir daquele dia, ele e o rouxinol nunca mais se separaram. O rouxinol voava sempre que lhe apetecia para fora do palácio e, no seu regresso, contava ao imperador tudo o que tinha visto e ouvido. Assim o imperador sabia sempre tudo o que se passava no seu reino e quando alguém lhe perguntava “Como é que sabe tantas coisas?”, ele respondia: “Foi um passarinho que me disse…”.

sábado, 10 de outubro de 2015

LENDAS CHINESAS
O velhinho ao Luar ou Yue lao

Na China, não se conhece o deus Cúpido, que associamos ao dia dos namorados. Mas, existe um deus que trata dos casamentos: é Yue Lao ou o Velhinho ao Luar. 
Tem um livro dos casamentos, onde estão registados os nomes e endereços dos casais predestinados e um saco de pano cheio de cordéis vermelhos. Para unir os casais, o Velhinho ao Luar tira do saco , que leva sempre consigo, um cordel vermelho: ata os pés do rapaz com uma ponta e os da rapariga com a outra. O cordel é invisível aos olhos humanos. No entanto, uma vez ligados, ainda que estejam a milhares de quilómetros de distância, hão de conhecer-se e apaixonar-se.
Desde que o cordel não se parta e, mesmo após longa separação ou zanga, o casal reencontra-se e reconcilia-se. Esta é a lenda que se conta...
Macau  é uma das regiões administrativas da República Popular da China desde 20 de dezembro de 1999, sendo a outra Hong Kong. Anteriormente, Macau foi colonizada e administrada por Portugal durante mais de 400 anos e é considerada o primeiro entreposto, bem como a última colónia europeia na Ásia.
A colonização de Macau teve início em meados do século XVI, com uma ocupação de navegadores portugueses que rapidamente trouxeram prosperidade a este pequeno território, tornando-o numa grande cidade e importante entreposto comercial entre a China, a Europa e o Japão. Macau atingiu o seu auge nos finais do século XVI e nos inícios do século XVII, mas só em 1887 a China reconheceu oficialmente a soberania e a ocupação perpétua portuguesa de Macau, através do «Tratado de Amizade e Comércio Sino Português».

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

MITOLOGIA CHINESA

AS SETE MARAVILHAS da CHINA
Os Guerreiros de Terracota


Exército de terracota, Guerreiros de Xian ou ainda Exército do imperador Qin, é uma coleção de esculturas de terracota representando os exércitos de Qin Shi Huang, o primeiro imperador da China. Wikipédia
A Grande Muralha da China
A Muralha da China também conhecida como a Grande Muralha, é uma impressionante estrutura de arquitetura militar construída durante a China Imperial. Wikipédia

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A CHEGADA dos PORTUGUESES à ÁSIA
Estabelecimento dos portugueses em Macau

Em 1498 os Portugueses chegaram à Ásia, graças à viagem de Vasco da Gama, ordenada por D. Manuel I. Em poucos anos criaram no Oceano Índico uma rede de fortalezas e feitorias. As mais importantes eram Ormuz (1509), Goa (1510) e Malaca (1511). A conquista de Malaca deu acesso aos mercados da Ásia do Sueste e da China, sem dúvida os mais ricos da Ásia, nessa época.
Para saberes mais consulta
LENDA do CHÁ
O Chá tradicional é derivado de uma das espécies de Camélias - a camélia Sinensis. 
As cameleiras são plantas originárias da China. Há milhares de anos que, na China, são utilizadas as folhas desta camélia - a Snensis - para fazerem o verdadeiro chá.

domingo, 4 de outubro de 2015

A DANÇA do DRAGÃO 

Em ocasiões de bom augúrio, incluindo o ano novo chinês, abertura das lojas e residências, os festivais incluem frequentemente dança com fantoches de dragão. Estes fantoches são feitos "sob medida" de pano e madeira e manipulados por uma equipe de pessoas. Elas carregam o dragão com varas no centro de atração e executam movimentos coreografados ao acompanhamento de tambor e música. Os dançarinos levantam, mergulham, empurram, e movem a cabeça, que pode conter as características animadas controladas por um dançarino e às vezes é equipada para soltar o fumo dos dispositivos pirotécnicos . Os movimentos tradicionais no espetáculo simbolizam papeis históricos dos dragões que demonstram o poder e a dignidade. A dança do dragão é um destaque das celebrações Ano Novo Chinês espalhado pelo mundo inteiro em bairros chineses.

Acredita-se que os dragões trazem boa sorte as pessoas, que é refletida em suas qualidades que incluem o poder, a dignidade, a fertilidade, a sabedoria e o bom augúrio . A aparência de um dragão é assustadora e audaciosa mas tem uma disposição benevolente, e se transformou algumas vezes então num emblema para representar a autoridade imperial.
A DANÇA do LEÃO

Dança do leão é uma forma de dança tradicional na cultura chinesa, na qual os participantes imitam os movimentos de um leão usando uma fantasia do animal.

O traje de leão pode ser manejado por um único dançarino, que salta e movimenta energicamente a cabeça, as mandíbulas e olhos da fantasia, ou por um par de dançarinos, que constituem as pernas dianteiras e traseiras do animal. O uso do par de dançarinos é visto em exibições de acrobatas chineses, com os dois dançarinos agindo em conjunto para movimentar o animal entre plataformas de várias alturas. A dança é tradicionalmente acompanhada por gongos, tambores e fogos-de-artifício, representando uma chuva de boa sorte.



HONG KONG ou TAMÃO

Hong Kong Português ou Tamão é um regime estabelecido pelo Império Português em 1514-1521. O primeiro visitante europeu de que há registo foi o português Jorge Álvares. Jorge Álvares estabeleceu um porto de comércio em Hong Kong em 1514. A colónia foi mais tarde reocupada pela Dinastia Ming, após oito anos, quando a marinha portuguesa foi derrotada na Batalha de Tamão.
Jorge Álvares, em Tamão, terá levantado o primeiro Padrão Português na China; junto a esse Padrão sepultou em 1514 o seu filho. A 8 de Julho de 1521, o seu próprio corpo foi ali reunir-se às cinzas desse jovem, falecido seis anos antes do pai.

ESTÁTUA de JORGE ÁLVARES e PADRÃO HENRIQUINO em MACAU
Na Praia Grande, frente ao antigo Tribunal, estão dois monumentos que, não obstante a localização privilegiada e o seu valor simbólico, não têm qualquer tipo de placa que os identifique. Refiro-me à Praça de Jorge Álvares, com a estátua do navegador português e, logo ao lado, o padrão henriquino com a cruz de Cristo no topo...
Jorge Álvares foi um dos portugueses que, de Malaca, se dirigiram à China, sendo o primeiro a chegar ali por via marítima, em 1513, a mando do governador de Malaca, Jorge de Albuquerque...